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terça-feira, 1 de março de 2011

Gênero Humano

O gênero humano corre perigo. Diante dos acontecimentos: um louco com um carro potente,atropela ciclistas que estavam em uma passeata, pelo direito de andarem nas ruas.
Motoristas despreparados emocionalmente transformam carro em arma e em troféu, numa guerra inconsequente e injusta.
Esse texto nos ajuda a refletir sobre a ética do gênero humano ...
ÉTICA DO GÊNERO HUMANO.

Analisado as implicações condicionais ao ser humano, indivíduo/sociedade/espécie, chegamos ao núcleo de nosso propósito, a questão ética. Ora, os elementos acima trabalhados desembocam na necessidade de uma estruturação ética entendida como ciência do ethos, mas, que vem a ser o ethos?

Na acepção do termo, ethos exprime algo duradouro que regula os atos do ser humano, não se trata de uma lei imposta de fora ou de cima, antes, é algo que atua dentro do ser humano, uma forma interna, uma atitude de alma constante, aquilo que a escolástica chama de hábito. Tais atitudes constantes da alma conferem à variedade de comportamentos uma determinada marca homogênia, e é através dessa marca que eles se manifestam externamente.

Desde a filosofia clássica havia uma preocupação com o agir humano, com a ética, até então travou-se várias lutas teóricas para construção de uma ética universal, já que para sua efetivação faz-se necessário uma base comum universal . Para Edgar Morin a ética do séc. XXI está alicerçada na compreensão “a ética da compreensão é a arte de viver que nos demanda, em primeiro lugar, compreender de modo desinteresado. Demanda grande esforço, pois não pode esperar nenhuma reciprocidade” .

Essa percepção, só poderá existir munida de uma mudança de mentalidade, criar no ser humano uma prática de introspecção do auto-exame; uma conscientização da complexidade humana, numa abertura subjetiva empática e na interiorização da tolerância. “Desde então, a ética propriamente humana, ou seja, a antropo-ética deve ser considerada como a ética da cadeia de três termos: indivíduo/sociedade/espécie, de onde emerge nossa consciência e nosso espírito propriamente humano.”

O que Morin propõe é na verdade uma revolução paradigmática em toda a esfera do ser humano, sua proposta estabelece a revolução antropológica pós-moderna. O homem, agora consciente de seu todo, aberto ao diferente, passa a assumir o trabalho de humanização da humanidade, alcançando a unidade na diversidade por meio da solidariedade da compreensão respeitando no outro a diferença e a identidade. Conforme Morin,

A antropo-ética compreende, assim, a esperança na completude da humanidade, como consciência e cidadania planetária. Compreende, por conseguinte, como toda ética, aspiração e verdade, mas também aposta no incerto. Ela é consciência individual além da individualidade.

Todo esse processo culminará na democracia que para ele não é um simples regime político, “é a regeneração contínua de uma cadeia complexa e retroativa: os cidadãos produzem a democracia que produz cidadãos.”



Fonte: http://www.webartigos.com/articles/23481/1/A-ETICA-DO-GENERO-HUMANO-COMO-SABER-NECESSARIO-A-EDUCACAO-DO-FUTURO/pagina1.html#ixzz1FPBCpSt4

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